Cor verde - ANO C - 12/09/2010
24° DOMINGO DO TEMPO COMUM
Mês da Bíblia
O Pai é misericordioso com todos
01. ACOLHIDA
Preparar o ambiente celebrativo de modo acolhedor e festivo. Ornamentar um local bem bonito na porta da Igreja onde ficará em destaque o Lecionário (ou a Bíblia). ATENÇÃO! Esse mesmo Livro deverá ser utilizado na procissão de entrada. Valorizar a participação das famílias e adolescentes na celebração. Cantar o refrão abaixo antes de iniciar.
SEJA BENDITO QUEM CHEGA, SEJA BENDITO QUEM CHEGA, TRAZENDO A PAZ,
TRAZENDO A PAZ, TRAZENDO A PAZ DO SENHOR.
Animador(a) - Queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje a nossa Páscoa semanal e a vitória do amor misericordioso de Deus, que em Jesus Cristo recupera nossa dignidade de filhos e filhas, na alegria de convivermos como irmãos na fé. Que esta celebração seja a festa de nosso encontro com o Pai amoroso que nos acolhe, nos perdoa e nos faz entrar na intimidade de sua vida e na alegria da convivência fraterna. Alegres, cantemos.
Procissão de entrada: crucifixo ladeado por velas, leitores conduzindo o Lecionário (ou a Bíblia) que estava na porta da Igreja, ministros e presidente.
02. CANTO INICIAL
A GENTE TEM UM MUNDO PRA CELEBRAR. É DEUS QUE ESTÁ NO FUNDO DESTE MEU CANTAR. (bis)
1. Aqui nos reunimos pra agradecer, a vida é um presente, nela eu posso crer.
2. Eu vim pedir perdão por te desconhecer, agora, em cada irmão, eu vou te receber.
3. O que estou sofrendo vai construir, pois tudo aqui é vida pra se repartir.
4. O amor nos fez um povo pra te louvar e todo dia é novo tempo de amar.
Presidente - Como filhos e filhas do Deus que nos acolhe em sua casa, façamos o sinal de nossa fé. EM NOME DO PAI...
Presidente - A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco. BENDITO SEJA DEUS...
03. DEUS NOS PERDOA
Presidente - O perdão é a porta para uma vida nova. Confiantes na bondade do Pai, imploremos a sua misericórdia. (pausa) Cantando.
EU PEQUEI, SENHOR! EU RECONHEÇO QUE NÃO MEREÇO O TEU PERDÃO, O TEU PERDÃO. EU VOLTEI, SENHOR! POR ISSO EU PEÇO QUE TU ME ESTENDAS A TUA MÃO, A TUA MÃO.
1. Meu egoísmo me destruiu, não deu em nada, não construiu. A minha vida não floresceu, minha alegria emudeceu.
2. Dos teus caminhos eu me afastei, fiquei sozinho, paz não achei. Arrependido eu retornei e como filho eu viverei.
Presidente - Deus de amor e bondade, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. AMÉM.
- Senhor, tende piedade de nós. Senhor...
- Cristo, tende piedade de nós. Cristo...
- Senhor, tende piedade de nós. Senhor...
04. HINO DE LOUVOR
Presidente - Na alegria de sermos filhos de Deus, louvemos ao Pai que nos acolhe e nos oferece o seu amor misericordioso.
Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.
05. ORAÇÃO
Presidente - Ó Deus, que acolheis com misericórdia o pecador arrependido, concedei que a nossa comunidade sempre se alegre com a volta dos que estavam longe de vossa casa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. AMÉM.
Animador(a) - A Palavra de Deus deste domingo nos convida a entrar em comunhão com o Deus misericordioso. Ouçamos atentos.
06. LEITURA DO LIVRO DO ÊXODO (32,7-11.13-14)
07. SALMO RESPONSORIAL (50)
VOU AGORA LEVANTAR-ME, VOLTO À CASA DO MEU PAI. (bis)
- Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
- Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
- Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor! Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!
08. LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO A TIMÓTEO (1,12-17)
09. CANTO DE ACLAMAÇÃO
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.
1. O Senhor reconciliou o mundo em Cristo, confiando-nos sua Palavra, a Palavra da reconciliação, a Palavra que hoje, aqui, nos salva!
10. PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO SEGUNDO SÃO LUCAS (15,1-32)
11. PREPARANDO A PARTILHA DA PALAVRA
Nas parábolas deste domingo, todos somos um pouco infiel, a ovelha desgarrada, a ovelha perdida, o filho que abandona o convívio familiar. Por meio dessas situações humanas, Jesus revela Deus Pai como o “pastor” que recupera com alegria sua ovelha perdida, como a mulher que celebra o reencontro de sua moeda, como o pai que acolhe e festeja com júbilo o regresso do filho, como o Senhor que se deixa mover pela insistência de Moisés para que não castigue e não abandone o povo que escolhera para conduzir à Terra Prometida. O que sobressai é o modo de Deus ser: misericórdia e perdão. Um Deus da alegria, da solicitude e da graça. Um Pai que alegremente devolve àquele que regressa a dignidade de filho (veste nova, anel, sandálias) e o direito de tomar parte na mesa do banquete familiar. O agir misericordioso de Deus nos provoca a termos a mesma prática misericordiosa. “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso.” Moisés experimenta a alegria de poder interceder por seu povo e merecer para ele o perdão e a reconciliação. O pastor não abandona a ovelha que se desgarrou do rebanho. Toma a iniciativa de procurá-la e se alegra ao encontrá-la. A mulher ao reencontar a sua moeda se tranquiliza e partilha a alegria com as vizinhas. O pai acolhe e promove uma festa ao reconhecer o filho. O apóstolo Paulo confessa a alegria de ser merecedor da misericórdia do Senhor. Embora indigno, por se considerar blasfemo, perseguidor e insolente, foi escolhido para testemunhar a grandiosidade da graça misericordiosa do Pai que se manifestou em Jesus Cristo. A vida e os relacionamentos sociais, comunitários e familiares oferecem inúmeras oportunidades para que, a exemplo de Jesus, revelemos também o agir misericordioso do Pai. Em nossa caminhada de discípulos missionários, nada deve ser motivo para o abandono e a exclusão dos irmãos. “Haverá mais alegria no céu por um pecador que se converte [...]” A conversão sincera e autêntica de um pecador causa mais alegria ao Pai do que uma multidão que se considera justa. Quão grande será a alegria de Deus e dos seus anjos por aqueles que receberam os benefícios do céu, e nunca se julgaram justos por si mesmos. Tão grande será a alegria no céu por causa deles, que nenhuma festa consegue expressar essa felicidade e alegria do Pai. A Palavra de Deus deste domingo traz para nós uma certeza e um compromisso. A certeza de que Deus é rico em misericórdia e amor, disposto a tudo para não perder nenhum de seus filhos e o compromisso de amar indistintamente e acolher com júbilo quem estava afastado e regressou; ter em relação ao outro a mesma bondade que esperamos encontrar junto de Deus. Como batizado(a)
estou indo ao encontro das pessoas afastadas da comunidade?
12. PROFISSÃO DE FÉ
Presidente - Professemos nossa fé no Deus que é amor e misericórdia. CREIO EM DEUS PAI...
13. PRECES DA COMUNIDADE
Presidente - Ao Pai que acolhe e perdoa, elevemos confiantes as nossas preces.
- Senhor, olhai pela vossa Igreja, a fim de que seja para todas as pessoas o sinal do amor de Cristo, que busca e acolhe os pecadores. Nós vos pedimos.
- Senhor, iluminai todos os filhos que deixaram a vossa casa, para que possam descobrir que a verdadeira liberdade e alegria estão na comunhão convosco. Nós vos pedimos.
- Senhor, dai-nos a graça de sabermos voltar a vós, aproximando-nos do sacramento da
reconciliação e participando da vossa alegria. Nós vos pedimos.
- Senhor, concedei que a vossa Palavra transforme as nossas vidas, para que possamos dar testemunho do vosso amor aos irmãos. Nós vos pedimos.
Presidente - Acolhei, Pai de bondade, os pedidos de nossa comunidade. Por Cristo, nosso Senhor. AMÉM..
14. APRESENTAÇÃO DOS DONS
Animador(a) - A vontade do Pai é que todos os seus filhos sejam acolhidos em casa. Ele se alegra em perdoar e receber o filho que volta, e manifesta de muitos modos a sua alegria. Nossa comunidade é chamada a repetir o gesto do Pai misericordioso que acolheu de braços abertos o filho pródigo. Apresentemos ao Senhor a dedicação de todas as pessoas, instituições e ONGs que trabalham, acolhem, cuidam, tentam devolver a dignidade de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos que se encontram em situações de risco, abandono e descaso social.
Um grupo de pessoas entra com faixas escrito bem legível, os nomes das instituições que existem no município, conforme a motivação acima, apresentando-as uma de cada vez, proclamando em voz alta. No final todos cantam.
COM AMOR ETERNO EU TEU AMEI, DEI A MINHA VIDA POR AMOR. AGORA VAI,
TAMBÉM AMA O TEU IRMÃO. (bis)
1. Que nossa amizade se estenda a todos, pois o Cristo nos ensina que o amor é dom total.
15. CANTO DAS OFERENDAS
(onde houver Celebração da Palavra, omitir 2° estrofe)
1. Nesta mesa da irmandade a nossa comunidade se oferece a Ti, Senhor, nosso sonho e nossa luta nossa fé, nossa conduta, te entregamos com amor.
NOVO JEITO DE SERMOS IGREJA NÓS BUSCAMOS, SENHOR, NA TUA MESA. (bis)
2. Neste pão te oferecemos os mutirões que fazemos a partilha e a produção. Neste vinho a alegria que floresce cada dia dentro da nossa união.
3. Nesta Bíblia bem aberta encontramos a luz certa, para aqui te oferecer. Ela reúne o teu povo na busca do mundo novo onde os pobres vão viver.
4. Nosso coração inteiro, Deus humano e companheiro, deixamos no teu altar. Nosso canto e a memória do martírio e da vitória nós trazemos pra te dar.
16. PAI NOSSO
Presidente - Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor nos ensinou. PAI NOSSO...
17. ABRAÇO DA PAZ
Animador(a) - Na alegria de filhos acolhidos na ternura do Pai, saudemo-nos desejando a paz do Ressuscitado.
É DESTE ALTAR QUE NOS VEM A PAZ, TUDO DE BOM QUE O BOM JESUS NOS TRAZ. (bis) QUE BOM SORRIR E UM CORAÇÃO NO CORAÇÃO SENTIR. (bis)
1. Só ama a Deus quem ao outro quer bem, feliz quem faz feliz o irmão. Aperte a minha mão, amigo, conta comigo e com meu coração.
18. CANTO DE COMUNHÃO
1. Não pode faltar a palavra, não pode faltar-nos o pão, não pode faltar compromisso, a quem quer um mundo de irmãos.
TEU PÃO, Ó SENHOR, NOS SUSTENTA NA LUTA DE UM MUNDO MELHOR. O TEU
EVANGELHO TRANSFORMA, TU ÉS NOSSO DEUS SALVADOR. (bis)
2. Passaste no mundo dos homens, fazendo a todos o bem. Teu jeito de amar os humildes, a todos ensinas também.
3. A Boa-Notícia do Reino aos pobres tu vens anunciar: É Deus que se põe ao seu lado, é Deus que nos vem libertar.
4. Contigo fazendo aliança, fazemos também comunhão. A causa que tu abraçaste anima a tomar posição.
5. Senhor, o teu povo reunido, comunga teu gesto de amor. Aprende a viver na partilha dos pobres se faz defensor.
6. Chegando ao terceiro milênio, com teu Evangelho nas mãos, renasce no mundo a justiça, seremos um povo de irmãos.
19. ORAÇÃO
Presidente - Ó Deus, que nos procurais e chamais, nos acolheis e convidais para nos alimentarmos da vossa Palavra (e da Comunhão), ensinai-nos a reconhecer todos os dias que o vosso amor supera o nosso pecado. Por Cristo, nosso Senhor. AMÉM.
20. NOTÍCIAS E AVISOS
- Este folheto não deve ser jogado em via pública e/ou no lixo. Recicle-o!
21. BÊNÇÃO
Presidente - Que Deus vos acolha e vos dê o seu amor. AMÉM.
- Que Jesus vos faça solidários com os pobres e pecadores. AMÉM.
- Que o Espírito Santo vos encoraje na prática da justiça. AMÉM.
- Abençoe-vos o Deus: PAI E FILHO E ESPÍRITO SANTO. AMÉM.
- É na prática do perdão e do acolhimento que participamos da festa e da alegria do Pai. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. GRAÇAS A DEUS.
22. CANTO FINAL
A MISSÃO QUE RECEBEMOS DE JESUS É A MESMA QUE DEUS PAI LHE CONFIOU: ANUNCIAR A BOA NOVA PORQUE O REINO JÁ CHEGOU.
1. Uma certeza alegra a vida: a própria morte já foi vencida.
2. Deus quer de todos fraternidade, juntos formemos comunidade.
3. Lançar sementes da vida nova dentro da luta a fé se prova.
O Pai é misericordioso com todos
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
A Bíblia

A palavra grega Bíblia, em plural, deriva do grego bíblos ou bíblion (ß?ß????) que significa "rolo" ou "livro". Bíblion, no caso nominativo plural, assume a forma bíblia, significando "livros". No latim mediaval, bíblia é usada como uma palavra singular - uma coleção de livros ou "a Bíblia". Foi São Jerônimo, tradutor da Vulgata Latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". A Bíblia é na realidade uma coleção de livros catalogados, considerados pelas diversas religiões cristãs como Divinamente inspirados. É sinônimo de "Escrituras Sagradas" e "Palavra de Deus".
Os livros bíblicos, considerados canônicos pela Igreja Católica, constituem-se de 73 livros, isto é, sete livros a mais no Antigo Testamento do que as restantes traduções bíblicas usadas pelas religiões cristãs não-católicas e pelo Judaísmo. Esses livros são chamados de deuterocanônicos ou livros do "segundo Cânon", pela Igreja Católica. A lista dos livros deuterocanônicos é a seguinte: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (Ben Sira ou Sirácida) e Baruque. Possui, ainda, adições aos livros protocanônicos (ou livros do "primeiro Cânone") de Ester e Daniel. Foram considerados escritos Apócrifos por outras denominações religiosas, ou seja, livros ou escritos que carecem de inspiração Divina. Porém, é reconhecido o valor histórico dos livros de Macabeus.
Conceitos sobre a Bíblia
Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia, inspirados por Deus e, por isso, consideram que a Bíblia é a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os seguidores da Bíblia a interpretam de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo atualidade.
Para o cristianismo tradicional, a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto ela é mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral.
A comunidade científica tem defendido a bíblia como um importante documento histórico, fielmente narrado na perspectiva de um povo e na sua fé religiosa. Muito de sua narrativa foi de máxima importância para a investigação e descobertas arqueológicas dos últimos séculos. Mas os dados existentes são permanentemente cruzados com outros documentos contemporâneos, uma vez que, a sua história é religiosamente tendenciosa em função da soberania de um povo que se dizia o "escolhido" de Deus e manifestou essa atitude nos seus registros.
Independente da perspectiva que um determinado grupo tem da Bíblia, o que mais chama a atenção neste livro é a sua influência em toda história da Sociedade Ocidental, e mesmo mundial. Por ela, nações nasceram (Estados Unidos da América, etc.), foram destruídas (Incas, Maias, etc.), o calendário foi alterado (Calendário Gregoriano), entre outros fatos que ainda nos dias de hoje alteram e formatam nosso tempo. Sendo também o livro mais lido, mais pesquisado e mais publicado em toda história da humanidade, boa parte das línguas e dialetos existentes já foram alcançados por suas traduções. Por sua inegável influência no mundo ocidental, cada grupo religioso oferece a sua interpretação, muitas vezes, sem a utilização da Hermenêutica.
Os idiomas originais
Foram utilizados três idiomas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o hebraico, o grego e o aramaico. Em hebraico consonantal foi escrito todo o Antigo Testamento, com exceção dos livros chamados deuterocanônicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego comum, além dos já referidos livros deuterocanônicos do Antigo Testamento, foram escritos praticamente todos os livros do Novo Testamento. Segundo a tradição cristã, o Evangelho de Mateus terá sido primeiramente escrito em hebraico, visto que a forma de escrever visava alcançar os judeus.
O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos em alguns livros o hebraico clássico (por ex., livros de Samuel e Reis), em outros um hebraico mais rudimentar e noutros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas. O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego koiné (isto é, o grego "comum" ou "vulgar", por oposição ao grego clássico), o segundo idioma mais falado no Império Romano.
Inspirado por Deus
O apóstolo Paulo afirma que a Bíblia é "inspirada por Deus" [literalmente "soprada por Deus", em grego Theó pneumatos]. (II Timóteo 3:16) O apóstolo Pedro diz que "nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que homens falaram em nome de Deus." (II Pedro 1:21 MC) Veja também os artigos Cânon Bíblico e Apócrifos.
Os cristãos crêem que a Bíblia foi escrita por homens sob Inspiração Divina, mas essa afirmação é considerada subjetiva na perspectiva de uma pessoa não cristã ou não religiosa. A interpretação dos textos bíblicos, mesmo usando o mesmo Texto-Padrão, varia de religião para religião. Verifica-se que a compreensão e entendimento a respeito de alguns assuntos podem variar de teólogo para teólogo, e mesmo de um crente para outro, dependendo do idealismo e da filosofia religiosa defendida. Entretanto, quanto aos fatos e às narrações históricas, existe uma unidade.
A Fé dos leitores religiosos da Bíblia baseia-se na premissa de que "Deus está na Bíblia e Ele não fica em silêncio", como declara repetidamente o renomado teólogo presbiteriano e filósofo, o Pastor Francis Schaeffer, dando a entender que a Bíblia constitui uma carta de Deus para os homens. Para os cristãos, o Espírito Santo de Deus atuou de uma forma única e sobrenatural sobre os escritores. Seguindo este raciocínio, Deus é o Verdadeiro Autor da Bíblia, e não os seus escritores, por si mesmos. Segundo este pensamento, Deus usou as suas personalidades e talentos individuais para registrar por escrito os Seus pensamentos e a revelação progressiva dos Seus propósitos em suas palavras. Para os crentes, a sua postura diante da Bíblia determinará o seu destino eterno.
A interpretação bíblica
Diferente da mitologia, os assuntos narrados na Bíblia são geralmente ligados a datas, a personagens ou a acontecimentos históricos (de fato, os cientistas em sua maioria têm reconhecido a existência de personagens e locais narrados na Bíblia que, até há poucos anos, eram desconhecidos ou considerados fictícios).
Os judeus acreditam que todo o Velho Testamento foi inspirado por Deus e, por isso, constitui não apenas parte da Palavra Divina, mas a própria palavra. Os Cristãos, por sua vez, incorporam a tal entendimento em todos os livros do Novo Testamento. Os ateus e agnósticos possuem concepção inteiramente diferente, descrendo por completo dos ensinamentos religiosos. Alguns cientistas ecléticos entendem que existem personagens cuja real existência e/ou atos praticados dependem exclusivamente do entendimento religioso de cada um, como dos relatos de Adão e Eva, da narrativa da sociedade humana antidiluviana, da Arca de Noé, o Dilúvio, Jonas engolido por um "Grande peixe", etc.
A hermenêutica, uma ciência que trata da interpretação dos textos, tem sido utilizada pelos teólogos para se conseguir entender os textos bíblicos. Entre as regras principais desta ciência encontramos:
A Bíblia - coleção de livros religiosos - se interpreta por si mesma, revelando toda ela uma harmonia doutrinal interna; O texto deve ser interpretado no seu contexto e nunca isoladamente; Deve-se buscar a intenção do escritor, e não interpretar a intenção do autor; A análise do idioma original (hebraico, aramaico, grego comum) é importante para se captar o melhor sentido do termo ou as suas possíveis variantes; O intérprete jamais pode esquecer os fatos históricos relacionados com o texto ou contexto, bem como as contribuições dadas pela geografia, geologia, arqueologia, antropologia, cronologia, biologia...
Sua estrutura interna
A Bíblia é um conjunto de pequenos livros ou uma biblioteca. Foi escrita ao longo de um período de cerca de 1.500 anos por 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais, segundo a tradição judaica cristã. No entanto, exegetas cristãos divergem cada vez mais sobre a autoria e a datação das obras.
Livros do Antigo Testamento
PentateucoGênesis - Êxodo - Levítico - Números - Deuteronômio
HistóricosJosué - Juízes - Rute - I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - Esdras - Neemias - Ester
Poéticos e SapienciaisJó - Salmos - Provérbios - Eclesiastes (ou Coélet) - Cânticos dos Cânticos de Salomão
ProféticosIsaías - Jeremias - Lamentações - Ezequiel - Daniel - Oséias - Joel - Amós - Obadias - Jonas - Miquéias - Naum - Habacuque - Sofonias - Ageu - Zacarias - Malaquias
Livros DeuterocanônicosTobias - Judite - I Macabeus - II Macabeus - Baruque - Sabedoria - Eclesiástico (ou Ben Sira) - e alguns acréscimos ao texto dos livros Protocanônicos - Adições em Ester (Ester 10:4 a 11:1 ou a 16:24) - Adições em Daniel (Daniel 3:24-90; Cap. 13 e 14)
Livros do Novo Testamento
Evangelhos e Livros históricosMateus - Marcos - Lucas - João - Atos dos Apóstolos (abrev. Atos)
Cartas para igrejas locaisRomanos - I Coríntios - II Coríntios - Gálatas - Efésios - Filipenses - Colossenses - I Tessalonicenses - II Tessalonicenses - Hebreus
Cartas a presbíterosI Timóteo - II Timóteo - Tito
Carta particularFilémon
Outras cartasTiago - I Pedro - II Pedro - I João - II João - III João - Judas
Livro proféticoApocalipse ou Revelação
Versões e traduções bíblicas
Livro do Gênesis, Bíblia em Tamil de 1723
A Versão dos Setenta, ou Septuaginta Grega, designa a tradução grega do Antigo Testamento, elaborada entre os séculos IV e II a.C., feita em Alexandria, no Egito. O seu nome deve-se à lenda que referia ter sido essa tradução um resultado milagroso do trabalho de 70 eruditos judeus, e que pretende exprimir que não só o texto, mas também a tradução, fora inspirada por Deus. A Septuaginta Grega é a mais antiga versão do Antigo Testamento que conhecemos. A sua grande importância provém também do fato de ter sido essa a versão da Bíblia utilizada entre os cristãos, desde o início, e a que é citada na grande parte do Novo Testamento.
Da Septuaginta Grega fazem parte, além da Bíblia Hebraica, os Livros Deuterocanônicos (aceitos como canônicos apenas pela Igreja Católica), e alguns escritos apócrifos (não aceitos como inspirados por Deus por nenhuma das religiões cristãs).
Encontram-se 4 mil manuscritos em grego do Novo Testamento, que apresentam variantes. Diferentemente do Antigo Testamento, não há para o Novo Testamento uma versão a que se possa chamar, por assim dizer, normativa. Há contudo alguns manuscritos mais importantes, pela sua antiguidade ou credibilidade, e que são o alicerce da Crítica Textual.
Uma outra versão com importância é a chamada Vulgata Latina, ou seja, a tradução latim por São Jerônimo, em 404 d.C., e que foi utilizada durante muitos séculos pelas Igrejas Cristãs do Ocidente como a versão bíblica autorizada.
De acordo com o Scripture Language Report, a Bíblia já foi traduzida para 2.403 línguas diferentes, sendo o livro mais traduzido do mundo.
Os livros bíblicos, considerados canônicos pela Igreja Católica, constituem-se de 73 livros, isto é, sete livros a mais no Antigo Testamento do que as restantes traduções bíblicas usadas pelas religiões cristãs não-católicas e pelo Judaísmo. Esses livros são chamados de deuterocanônicos ou livros do "segundo Cânon", pela Igreja Católica. A lista dos livros deuterocanônicos é a seguinte: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (Ben Sira ou Sirácida) e Baruque. Possui, ainda, adições aos livros protocanônicos (ou livros do "primeiro Cânone") de Ester e Daniel. Foram considerados escritos Apócrifos por outras denominações religiosas, ou seja, livros ou escritos que carecem de inspiração Divina. Porém, é reconhecido o valor histórico dos livros de Macabeus.
Conceitos sobre a Bíblia
Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia, inspirados por Deus e, por isso, consideram que a Bíblia é a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os seguidores da Bíblia a interpretam de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo atualidade.
Para o cristianismo tradicional, a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto ela é mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral.
A comunidade científica tem defendido a bíblia como um importante documento histórico, fielmente narrado na perspectiva de um povo e na sua fé religiosa. Muito de sua narrativa foi de máxima importância para a investigação e descobertas arqueológicas dos últimos séculos. Mas os dados existentes são permanentemente cruzados com outros documentos contemporâneos, uma vez que, a sua história é religiosamente tendenciosa em função da soberania de um povo que se dizia o "escolhido" de Deus e manifestou essa atitude nos seus registros.
Independente da perspectiva que um determinado grupo tem da Bíblia, o que mais chama a atenção neste livro é a sua influência em toda história da Sociedade Ocidental, e mesmo mundial. Por ela, nações nasceram (Estados Unidos da América, etc.), foram destruídas (Incas, Maias, etc.), o calendário foi alterado (Calendário Gregoriano), entre outros fatos que ainda nos dias de hoje alteram e formatam nosso tempo. Sendo também o livro mais lido, mais pesquisado e mais publicado em toda história da humanidade, boa parte das línguas e dialetos existentes já foram alcançados por suas traduções. Por sua inegável influência no mundo ocidental, cada grupo religioso oferece a sua interpretação, muitas vezes, sem a utilização da Hermenêutica.
Os idiomas originais
Foram utilizados três idiomas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o hebraico, o grego e o aramaico. Em hebraico consonantal foi escrito todo o Antigo Testamento, com exceção dos livros chamados deuterocanônicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego comum, além dos já referidos livros deuterocanônicos do Antigo Testamento, foram escritos praticamente todos os livros do Novo Testamento. Segundo a tradição cristã, o Evangelho de Mateus terá sido primeiramente escrito em hebraico, visto que a forma de escrever visava alcançar os judeus.
O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos em alguns livros o hebraico clássico (por ex., livros de Samuel e Reis), em outros um hebraico mais rudimentar e noutros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas. O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego koiné (isto é, o grego "comum" ou "vulgar", por oposição ao grego clássico), o segundo idioma mais falado no Império Romano.
Inspirado por Deus
O apóstolo Paulo afirma que a Bíblia é "inspirada por Deus" [literalmente "soprada por Deus", em grego Theó pneumatos]. (II Timóteo 3:16) O apóstolo Pedro diz que "nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que homens falaram em nome de Deus." (II Pedro 1:21 MC) Veja também os artigos Cânon Bíblico e Apócrifos.
Os cristãos crêem que a Bíblia foi escrita por homens sob Inspiração Divina, mas essa afirmação é considerada subjetiva na perspectiva de uma pessoa não cristã ou não religiosa. A interpretação dos textos bíblicos, mesmo usando o mesmo Texto-Padrão, varia de religião para religião. Verifica-se que a compreensão e entendimento a respeito de alguns assuntos podem variar de teólogo para teólogo, e mesmo de um crente para outro, dependendo do idealismo e da filosofia religiosa defendida. Entretanto, quanto aos fatos e às narrações históricas, existe uma unidade.
A Fé dos leitores religiosos da Bíblia baseia-se na premissa de que "Deus está na Bíblia e Ele não fica em silêncio", como declara repetidamente o renomado teólogo presbiteriano e filósofo, o Pastor Francis Schaeffer, dando a entender que a Bíblia constitui uma carta de Deus para os homens. Para os cristãos, o Espírito Santo de Deus atuou de uma forma única e sobrenatural sobre os escritores. Seguindo este raciocínio, Deus é o Verdadeiro Autor da Bíblia, e não os seus escritores, por si mesmos. Segundo este pensamento, Deus usou as suas personalidades e talentos individuais para registrar por escrito os Seus pensamentos e a revelação progressiva dos Seus propósitos em suas palavras. Para os crentes, a sua postura diante da Bíblia determinará o seu destino eterno.
A interpretação bíblica
Diferente da mitologia, os assuntos narrados na Bíblia são geralmente ligados a datas, a personagens ou a acontecimentos históricos (de fato, os cientistas em sua maioria têm reconhecido a existência de personagens e locais narrados na Bíblia que, até há poucos anos, eram desconhecidos ou considerados fictícios).
Os judeus acreditam que todo o Velho Testamento foi inspirado por Deus e, por isso, constitui não apenas parte da Palavra Divina, mas a própria palavra. Os Cristãos, por sua vez, incorporam a tal entendimento em todos os livros do Novo Testamento. Os ateus e agnósticos possuem concepção inteiramente diferente, descrendo por completo dos ensinamentos religiosos. Alguns cientistas ecléticos entendem que existem personagens cuja real existência e/ou atos praticados dependem exclusivamente do entendimento religioso de cada um, como dos relatos de Adão e Eva, da narrativa da sociedade humana antidiluviana, da Arca de Noé, o Dilúvio, Jonas engolido por um "Grande peixe", etc.
A hermenêutica, uma ciência que trata da interpretação dos textos, tem sido utilizada pelos teólogos para se conseguir entender os textos bíblicos. Entre as regras principais desta ciência encontramos:
A Bíblia - coleção de livros religiosos - se interpreta por si mesma, revelando toda ela uma harmonia doutrinal interna; O texto deve ser interpretado no seu contexto e nunca isoladamente; Deve-se buscar a intenção do escritor, e não interpretar a intenção do autor; A análise do idioma original (hebraico, aramaico, grego comum) é importante para se captar o melhor sentido do termo ou as suas possíveis variantes; O intérprete jamais pode esquecer os fatos históricos relacionados com o texto ou contexto, bem como as contribuições dadas pela geografia, geologia, arqueologia, antropologia, cronologia, biologia...
Sua estrutura interna
A Bíblia é um conjunto de pequenos livros ou uma biblioteca. Foi escrita ao longo de um período de cerca de 1.500 anos por 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais, segundo a tradição judaica cristã. No entanto, exegetas cristãos divergem cada vez mais sobre a autoria e a datação das obras.
Livros do Antigo Testamento
PentateucoGênesis - Êxodo - Levítico - Números - Deuteronômio
HistóricosJosué - Juízes - Rute - I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - Esdras - Neemias - Ester
Poéticos e SapienciaisJó - Salmos - Provérbios - Eclesiastes (ou Coélet) - Cânticos dos Cânticos de Salomão
ProféticosIsaías - Jeremias - Lamentações - Ezequiel - Daniel - Oséias - Joel - Amós - Obadias - Jonas - Miquéias - Naum - Habacuque - Sofonias - Ageu - Zacarias - Malaquias
Livros DeuterocanônicosTobias - Judite - I Macabeus - II Macabeus - Baruque - Sabedoria - Eclesiástico (ou Ben Sira) - e alguns acréscimos ao texto dos livros Protocanônicos - Adições em Ester (Ester 10:4 a 11:1 ou a 16:24) - Adições em Daniel (Daniel 3:24-90; Cap. 13 e 14)
Livros do Novo Testamento
Evangelhos e Livros históricosMateus - Marcos - Lucas - João - Atos dos Apóstolos (abrev. Atos)
Cartas para igrejas locaisRomanos - I Coríntios - II Coríntios - Gálatas - Efésios - Filipenses - Colossenses - I Tessalonicenses - II Tessalonicenses - Hebreus
Cartas a presbíterosI Timóteo - II Timóteo - Tito
Carta particularFilémon
Outras cartasTiago - I Pedro - II Pedro - I João - II João - III João - Judas
Livro proféticoApocalipse ou Revelação
Versões e traduções bíblicas
Livro do Gênesis, Bíblia em Tamil de 1723
A Versão dos Setenta, ou Septuaginta Grega, designa a tradução grega do Antigo Testamento, elaborada entre os séculos IV e II a.C., feita em Alexandria, no Egito. O seu nome deve-se à lenda que referia ter sido essa tradução um resultado milagroso do trabalho de 70 eruditos judeus, e que pretende exprimir que não só o texto, mas também a tradução, fora inspirada por Deus. A Septuaginta Grega é a mais antiga versão do Antigo Testamento que conhecemos. A sua grande importância provém também do fato de ter sido essa a versão da Bíblia utilizada entre os cristãos, desde o início, e a que é citada na grande parte do Novo Testamento.
Da Septuaginta Grega fazem parte, além da Bíblia Hebraica, os Livros Deuterocanônicos (aceitos como canônicos apenas pela Igreja Católica), e alguns escritos apócrifos (não aceitos como inspirados por Deus por nenhuma das religiões cristãs).
Encontram-se 4 mil manuscritos em grego do Novo Testamento, que apresentam variantes. Diferentemente do Antigo Testamento, não há para o Novo Testamento uma versão a que se possa chamar, por assim dizer, normativa. Há contudo alguns manuscritos mais importantes, pela sua antiguidade ou credibilidade, e que são o alicerce da Crítica Textual.
Uma outra versão com importância é a chamada Vulgata Latina, ou seja, a tradução latim por São Jerônimo, em 404 d.C., e que foi utilizada durante muitos séculos pelas Igrejas Cristãs do Ocidente como a versão bíblica autorizada.
De acordo com o Scripture Language Report, a Bíblia já foi traduzida para 2.403 línguas diferentes, sendo o livro mais traduzido do mundo.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
4º Encontro de Agosto - Vida de Grupo
23º DOMINGO DO TEMPO COMUM

COR VERDE – ANO C – 05/09/2010
23º DOMINGO DO TEMPO COMUM
A Verdadeira Sabedoria É Seguir Jesus Cristo
01. ACOLHIDA
Preparar o ambiente celebrativo de modo acolhedor e festivo. Ornamentar um local bem bonito na porta da Igreja onde ficará em destaque o Lecionário (ou a Bíblia). ATENÇÃO! Esse mesmo Livro deverá ser utilizado na procissão de entrada. Valorizar a participação dos jovens e adolescentes na celebração. Cantar o refrão abaixo antes de iniciar.
SEJA BENDITO QUEM CHEGA, SEJA BENDITO QUEM CHEGA, TRAZANDO A PAZ, TRAZENDO A PAZ, TRAZENDO A PAZ DO SENHOR.
Animador(a) - Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos! Celebrando o Mistério Pascal somos chamados para uma grande missão: assumir o projeto do Pai, renunciando a tudo aquilo que colocamos acima dos valores do Reino.
Animador(a) - Iniciamos o mês da Bíblia, estamos em comunhão com o 3° Congresso Vocacional do Brasil e comemoramos a Semana da Pátria com o Grito dos Excluídos que nos convida a refletir:
“Onde estão nossos direitos?” Que a Palavra de Deus nos torne sábios na vivência da nossa vocação e na luta em defesa da vida. Alegres, cantemos.
Procissão de entrada: crucifixo ladeado por velas, leitores conduzindo o Lecionário (ou a Bíblia) que estava na porta da Igreja, ministros e presidente.
02. CANTO INICIAL
A GENTE TEM UM MUNDO PRA CELEBRAR. É DEUS QUE ESTÁ NO FUNDO DESTE MEU CANTAR. (bis)
1. Aqui nos reunimos pra agradecer, a vida é um presente, nela eu posso crer.
2. Eu vim pedir perdão por te desconhecer, agora, em cada irmão, eu vou te receber.
3. O que estou sofrendo vai construir, pois tudo aqui é vida pra se repartir.
4. O amor nos fez um povo pra te louvar e todo dia é novo tempo de amar.
Presidente - Reunidos na comunhão da Santíssima Trindade, façamos o sinal de nossa fé.
EM NOME DO PAI...
Presidente - Que a sabedoria do Pai, o amor de Jesus Cristo e a força do Espírito Santo estejam convosco.
BENDITO SEJA DEUS...
03. DEUS NOS PERDOA
Presidente - Ser discípulo de Cristo é comprometer-se com o projeto de Deus. Em silêncio, imploremos a misericórdia do Pai pelas vezes que nos omitimos na realização do seu plano de amor. (pausa) Confessemos os nossos pecados. Confesso a Deus...
Presidente - Deus misericordioso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
AMÉM.
- Senhor, tende piedade de nós. Senhor...
- Cristo, tende piedade de nós. Cristo...
- Senhor, tende piedade de nós. Senhor...
04. MOMENTO DE LOUVOR
Presidente - Na alegria de sermos filhos de Deus, louvemos ao Pai que nos acolhe e nos oferece o seu amor misericordioso.
S: Glória a Deus lá nas alturas e na terra paz aos homens.
T: Que são por Ele muito amados.
Ó SENHOR DEUS, NÓS VOS LOUVAMOS. VOS BENDIZEMOS E ADORAMOS.
S: E nós vos glorificamos e vos damos muitas graças.
T: Por vossa glória tão imensa.
SENHOR JESUS, FILHO UNIGÊNITO. CORDEIRO SANTO DE DEUS PAI.
S: Vós podeis tirar o mal, todo pecado deste mundo.
T: Tende piedade de nós todos!
VÓS QUE TIRAIS NOSSO PECADO, BEM ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA.
S: Vós que estais eternamente à direita de Deus Pai.
T: Tende piedade de nós todos!
PORQUE SÓ VÓS É QUE SOIS SANTO, PORQUE SÓ VÓS SOIS O SENHOR.
S: E só vós sois o altíssimo, Jesus, Senhor, o Cristo.
05. ORAÇÃO
Presidente - Senhor nosso Deus, dai-nos a sabedoria do vosso Espírito, para que, como verdadeiros discípulos de Cristo, sejamos desprendidos dos bens terrenos, a fim de alcançarmos os valores eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. AMÉM.
06. ENTRADA DO LIVRO DA PALAVRA
A equipe prepara uma bela entrada do Livro da Palavra conforme o canto abaixo.
1. Quero levar esta Bíblia, ir cantando em procissão, ir feliz como quem leva a luz do céu em sua mão!
ERGO BEM ALTO ESTA BÍBLIA: EI-LA ENTRE NÓS E O BOM DEUS! É BÊNÇÃO QUE À TERRA DESCE, É PRECE QUE SOBE AOS CÉUS! (bis)
2. Quero nas mãos este Livro, vou levá-lo aonde for! Eu o levo pela vida e ele me leva ao Senhor!
3. Quero deixar este Livro, qual um coração no altar: coração de Deus, aberto, ansioso por se revelar!
07. LEITURA DO LIVRO DA SABEDORIA (9,13-18)
08. SALMO RESPONSORIAL (89)
VÓS FOSTES, Ó SENHOR, UM REFÚGIO PARA NÓS. (bis)
- Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.
- Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: de manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.
- Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!
- Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.
09. LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO A FILÊMON (9b-10.12-17)
10. CANTO DE ACLAMAÇÃO
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA. (bis)
1. Quem não carrega sua cruz, quem não vem atrás do Senhor, meu discípulo não pode ser, não pode ser meu seguidor!
11. PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO SEGUNDO SÃO LUCAS
(14,25-33)
12. PARTILHA DA PALAVRA
PREPARANDO A PARTILHA DA PALAVRA
Os textos de hoje nos fala da pretensão de querer conhecer os desígnios do Senhor para tentar conduzi-los da maneira que nos convém. O Livro da Sabedoria nos adverte: “Os pensamentos dos mortais são tímidos e nossas reflexões incertas e mal podemos conhecer o que há na terra e com muito custo compreendemos o que está ao alcance de nossas mãos; quem, portanto, investigará o que há nos céus?” O Evangelho, finalmente, nos revela o que significa entrar pela porta estreita: não se é cristão por natureza ou por hereditariedade, mas por uma decisão interior e pessoal que compromete toda uma vida. E esta decisão implica em “carregar a própria cruz atrás de Jesus”, em um estilo de vida que renuncia ao conforto e à estabilidade familiar. Por isso, é necessário, como em qualquer construção ou guerra, saber medir os riscos a assumir, pois esta decisão deve ter a lucidez de que seguir Jesus é estar resolvido a ir, como Ele, até o fim da travessia. Haverá sempre uma cruz na estrada de quem quiser ser cristão, ainda que a nossa natureza humana proteste contra isto. Sempre gritará em nós o desejo mais profundo e legítimo de nos preservar para evitarmos o único caminho verdadeiro do cristianismo: a dádiva de si mesmo e a própria abnegação. Jesus era radical ao afirmar que alguém que valorizasse as posses mais que as pessoas não seria seu discípulo. Vivemos em um mundo hostil a toda e qualquer gratuidade. O nosso sucesso pessoal é medido pela nossa capacidade de produzir dinheiro e mais dinheiro para “agregar valor”. Em um mundo de esperteza e injustiça, quem sobrevive é o esperto e o injusto capaz das pequenas dissimulações que resultam em grandes corrupções. O Evangelho nos fala de desapego, mas o desapego evangélico é mais do que o desapego material. É o desapego do orgulho, do absurdo da competição, do descontrole da inveja e dos desvarios de interesses escusos e perversos, é o desapego de tudo o que nos impede de chegar ao íntimo do nosso ser e do que dá sentido e razão de viver: amar e ser amado. Paulo nos advertira: “Ainda que eu reparta todos os meus bens, se não tenho amor, de nada me serve”. (1Cor 13,3) E este amor fez com que Jesus, Ele mesmo, levasse nas costas a sua cruz: O desapego evangélico não é um apelo para fugirmos do mundo, mas para que possamos assumir as nossas escolhas, transformando este mundo em que nos é dado viver. Só amadurecemos quando aceitamos que perder também faz parte do jogo e, somente desta maneira, descobrimos algo precioso: a nossa possibilidade de ganhar. Quem não sabe perder fica cego e consumido pelo ressentimento e pelo rancor. Mais do que nunca, devemos afirmar que para os cristãos, apesar das cruzes, o sabor da vida está na alegria, na ternura e na bondade de um gesto de amor.
Refletindo O Mês Da Bíblia
Desde o Vaticano II, a Bíblia ocupou um espaço privilegiado na família, nos grupos de reflexão, círculos bíblicos, na catequese e nas pequenas comunidades. A Igreja no Brasil desenvolveu toda uma prática de leitura e reflexão da Bíblia que muito contribui para o sustento da fé e da caminhada das pessoas. É uma forma muito rica de viver a missão da Igreja que é a de servir à Palavra. O mês da Bíblia surgiu há 39 anos por ocasião do 50° Aniversário da Arquidiocese de Belo Horizonte.
Desde então tem destacado a importância de leitura, do estudo e da contemplação das Sagradas Escrituras. Na verdade, o Mês da Bíblia contribui muito para o desenvolvimento da Pastoral Bíblica no âmbito paroquial e diocesano. Hoje, se percebe a necessidade da Animação Bíblica das Pastorais em vez da existência de apenas uma pastoral entre as demais dedicadas às Sagradas Escrituras. A Animação Bíblica vem a ser a forma mais adequada de acentuar a centralidade da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. Na linha do ecumenismo da Campanha da Fraternidade deste ano, o livro de Jonas reforça a ideia da universalidade do amor de Deus, que reconhece o valor de todos; no horizonte aberto pelo Ano Paulino, esse texto da Escritura nos faz refletir sobre a evangelização do mundo urbano. Assim, Jonas será uma grande contribuição para que o entusiasmo não esfrie e a Igreja possa continuar ampliando sua reflexão sobre a amplitude de sua missão. De fato, a escolha deste livro bíblico para o mês de setembro tem por objetivo tirar os católicos do comodismo e do julgamento preconceituoso e os encaminhar para a evangelização da cidade.
13. PROFISSÃO DE FÉ
Presidente - Iluminados e renovados pela Palavra de Deus, professemos a nossa fé. CREIO EM DEUS PAI...
14. PRECES DA COMUNIDADE
Presidente - Deus é fonte inesgotável de sabedoria. Elevemos a Ele os nossos pedidos na certeza de que seremos atendidos.
- Senhor, abençoai nossas comunidades para que sejam cada vez mais um lugar de perdão e vivência fraterna. Nós vos pedimos.
- Senhor, dai força e coragem a todas as pessoas, grupos e comunidades que vivenciam os valores do Evangelho e se consagram ao serviço do Reino, assumindo as exigências dessa entrega. Nós vos pedimos.
- Senhor, enviai operários para a vossa messe, pois ela é grande e poucos são os trabalhadores. Nós vos pedimos.
(preces espontâneas)
Presidente - Senhor, acolhei com bondade as nossas súplicas, pois esperamos confiantes vosso auxílio e proteção. Por Cristo, nosso Senhor. AMÉM.
15. APRESENTAÇÃO DOS DONS
Animador(a) - Ser discípulo de Jesus é partilhar em comunidade os gestos e ensinamentos do Mestre. É testemunhar nossa fé na família, no trabalho, na comunidade e na sociedade.
Animador(a) - Apresentemos ao Senhor nossa disposição, especialmente neste mês da Bíblia, em aprofundar o conhecimento da Palavra de Deus por meio dos Círculos Bíblicos e todas as outras oportunidades de formação que a Igreja nos oferece.
Apresentar o material dos Círculos Bíblicos enquanto se canta.
TOMA, SENHOR, NOSSA VIDA EM AÇÃO PARA MUDÁ-LA EM FRUTO E MISSÃO. TOMA, SENHOR, NOSSA VIDA EM AÇÃO PARA MUDÁ-LA EM MISSÃO.
16. CANTO DAS OFERENDAS
Onde houver Celebração da Palavra, omitir a 2ª estrofe.
1. Nesta mesa da irmandade a nossa comunidade se oferece a Ti, Senhor, nosso sonho e nossa luta nossa fé, nossa conduta, te entregamos com amor.
NOVO JEITO DE SERMOS IGREJA NÓS BUSCAMOS, SENHOR, NA TUA MESA. (bis)
2. Neste pão te oferecemos os mutirões que fazemos a partilha e a produção. Neste vinho a alegria que floresce cada dia dentro da nossa união.
3. Nesta Bíblia bem aberta encontramos a luz certa, para aqui te oferecer. Ela reúne o teu povo na busca do mundo novo onde os pobres vão viver.
17. PAI NOSSO
Presidente - Com amor e confiança, rezemos a oração que Jesus nos ensinou. PAI NOSSO...
18. ABRAÇO DA PAZ
Animador(a) - Iluminados pela sabedoria de Deus, saudemo-nos, desejando a paz de Cristo.
(canto à escolha)
19. CANTO DE COMUNHÃO (se houver)
1. Não pode faltar a palavra, não pode faltar-nos o pão, não pode faltar compromisso, a quem quer um mundo de irmãos.
TEU PÃO, Ó SENHOR, NOS SUSTENTA NA LUTA DE UM MUNDO MELHOR. O TEU EVANGELHO TRANSFORMA, TU ÉS NOSSO DEUS SALVADOR. (bis)
2. Passaste no mundo dos homens, fazendo a todos o bem. Teu jeito de amar os humildes, a todos ensinas também.
3. A Boa-Notícia do Reino aos pobres tu vens anunciar: É Deus que se põe ao seu lado, é Deus que nos vem libertar.
4. Contigo fazendo aliança, fazemos também comunhão. A causa que tu abraçaste anima a tomar posição.
5. Senhor, o teu povo reunido, comunga teu gesto de amor. Aprende a viver na partilha dos pobres se faz defensor.
20. ORAÇÃO
Presidente - Ó Deus, nesta celebração vosso povo se alimentou na mesa da vossa Palavra (e da Comunhão). Que este alimento nos faça ter forças para viver unidos a Jesus Cristo na terra e também no céu. Por Cristo, nosso Senhor. AMÉM.
21. NOTÍCIAS E AVISOS
- Este folheto não deve ser jogado em via pública e/ou no lixo. Recicle-o!
22. BÊNÇÃO
Presidente - O Senhor faça brilhar sobre vós e sobre o povo brasileiro a sua face amorosa e vos seja favorável. AMÉM.
- O Senhor volte para vós o seu rosto misericordioso e vos dê a paz e a concórdia. AMÉM.
- Abençoe-vos o Deus Criador, que providencia o sustento para todos, sem distinção: PAI E FILHO E ESPÍRITO SANTO. AMÉM.
- Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. GRAÇAS A DEUS.
23. CANTO FINAL
TODA BÍBLIA É COMUNICAÇÃO DE UM DEUS AMOR, DE UM DEUS IRMÃO. É FELIZ QUEM CRÊ NA REVELAÇÃO, QUEM TEM DEUS NO CORAÇÃO.
1. Jesus Cristo é a palavra, pura imagem de Deus Pai. Ele é vida e verdade, a suprema caridade.
2. Os profetas sempre mostram a vontade do Senhor, precisamos ser profetas, para o mundo ser melhor.
23º DOMINGO DO TEMPO COMUM
A Verdadeira Sabedoria É Seguir Jesus Cristo
01. ACOLHIDA
Preparar o ambiente celebrativo de modo acolhedor e festivo. Ornamentar um local bem bonito na porta da Igreja onde ficará em destaque o Lecionário (ou a Bíblia). ATENÇÃO! Esse mesmo Livro deverá ser utilizado na procissão de entrada. Valorizar a participação dos jovens e adolescentes na celebração. Cantar o refrão abaixo antes de iniciar.
SEJA BENDITO QUEM CHEGA, SEJA BENDITO QUEM CHEGA, TRAZANDO A PAZ, TRAZENDO A PAZ, TRAZENDO A PAZ DO SENHOR.
Animador(a) - Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos! Celebrando o Mistério Pascal somos chamados para uma grande missão: assumir o projeto do Pai, renunciando a tudo aquilo que colocamos acima dos valores do Reino.
Animador(a) - Iniciamos o mês da Bíblia, estamos em comunhão com o 3° Congresso Vocacional do Brasil e comemoramos a Semana da Pátria com o Grito dos Excluídos que nos convida a refletir:
“Onde estão nossos direitos?” Que a Palavra de Deus nos torne sábios na vivência da nossa vocação e na luta em defesa da vida. Alegres, cantemos.
Procissão de entrada: crucifixo ladeado por velas, leitores conduzindo o Lecionário (ou a Bíblia) que estava na porta da Igreja, ministros e presidente.
02. CANTO INICIAL
A GENTE TEM UM MUNDO PRA CELEBRAR. É DEUS QUE ESTÁ NO FUNDO DESTE MEU CANTAR. (bis)
1. Aqui nos reunimos pra agradecer, a vida é um presente, nela eu posso crer.
2. Eu vim pedir perdão por te desconhecer, agora, em cada irmão, eu vou te receber.
3. O que estou sofrendo vai construir, pois tudo aqui é vida pra se repartir.
4. O amor nos fez um povo pra te louvar e todo dia é novo tempo de amar.
Presidente - Reunidos na comunhão da Santíssima Trindade, façamos o sinal de nossa fé.
EM NOME DO PAI...
Presidente - Que a sabedoria do Pai, o amor de Jesus Cristo e a força do Espírito Santo estejam convosco.
BENDITO SEJA DEUS...
03. DEUS NOS PERDOA
Presidente - Ser discípulo de Cristo é comprometer-se com o projeto de Deus. Em silêncio, imploremos a misericórdia do Pai pelas vezes que nos omitimos na realização do seu plano de amor. (pausa) Confessemos os nossos pecados. Confesso a Deus...
Presidente - Deus misericordioso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
AMÉM.
- Senhor, tende piedade de nós. Senhor...
- Cristo, tende piedade de nós. Cristo...
- Senhor, tende piedade de nós. Senhor...
04. MOMENTO DE LOUVOR
Presidente - Na alegria de sermos filhos de Deus, louvemos ao Pai que nos acolhe e nos oferece o seu amor misericordioso.
S: Glória a Deus lá nas alturas e na terra paz aos homens.
T: Que são por Ele muito amados.
Ó SENHOR DEUS, NÓS VOS LOUVAMOS. VOS BENDIZEMOS E ADORAMOS.
S: E nós vos glorificamos e vos damos muitas graças.
T: Por vossa glória tão imensa.
SENHOR JESUS, FILHO UNIGÊNITO. CORDEIRO SANTO DE DEUS PAI.
S: Vós podeis tirar o mal, todo pecado deste mundo.
T: Tende piedade de nós todos!
VÓS QUE TIRAIS NOSSO PECADO, BEM ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA.
S: Vós que estais eternamente à direita de Deus Pai.
T: Tende piedade de nós todos!
PORQUE SÓ VÓS É QUE SOIS SANTO, PORQUE SÓ VÓS SOIS O SENHOR.
S: E só vós sois o altíssimo, Jesus, Senhor, o Cristo.
05. ORAÇÃO
Presidente - Senhor nosso Deus, dai-nos a sabedoria do vosso Espírito, para que, como verdadeiros discípulos de Cristo, sejamos desprendidos dos bens terrenos, a fim de alcançarmos os valores eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. AMÉM.
06. ENTRADA DO LIVRO DA PALAVRA
A equipe prepara uma bela entrada do Livro da Palavra conforme o canto abaixo.
1. Quero levar esta Bíblia, ir cantando em procissão, ir feliz como quem leva a luz do céu em sua mão!
ERGO BEM ALTO ESTA BÍBLIA: EI-LA ENTRE NÓS E O BOM DEUS! É BÊNÇÃO QUE À TERRA DESCE, É PRECE QUE SOBE AOS CÉUS! (bis)
2. Quero nas mãos este Livro, vou levá-lo aonde for! Eu o levo pela vida e ele me leva ao Senhor!
3. Quero deixar este Livro, qual um coração no altar: coração de Deus, aberto, ansioso por se revelar!
07. LEITURA DO LIVRO DA SABEDORIA (9,13-18)
08. SALMO RESPONSORIAL (89)
VÓS FOSTES, Ó SENHOR, UM REFÚGIO PARA NÓS. (bis)
- Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.
- Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: de manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.
- Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!
- Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.
09. LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO A FILÊMON (9b-10.12-17)
10. CANTO DE ACLAMAÇÃO
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA. (bis)
1. Quem não carrega sua cruz, quem não vem atrás do Senhor, meu discípulo não pode ser, não pode ser meu seguidor!
11. PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO SEGUNDO SÃO LUCAS
(14,25-33)
12. PARTILHA DA PALAVRA
PREPARANDO A PARTILHA DA PALAVRA
Os textos de hoje nos fala da pretensão de querer conhecer os desígnios do Senhor para tentar conduzi-los da maneira que nos convém. O Livro da Sabedoria nos adverte: “Os pensamentos dos mortais são tímidos e nossas reflexões incertas e mal podemos conhecer o que há na terra e com muito custo compreendemos o que está ao alcance de nossas mãos; quem, portanto, investigará o que há nos céus?” O Evangelho, finalmente, nos revela o que significa entrar pela porta estreita: não se é cristão por natureza ou por hereditariedade, mas por uma decisão interior e pessoal que compromete toda uma vida. E esta decisão implica em “carregar a própria cruz atrás de Jesus”, em um estilo de vida que renuncia ao conforto e à estabilidade familiar. Por isso, é necessário, como em qualquer construção ou guerra, saber medir os riscos a assumir, pois esta decisão deve ter a lucidez de que seguir Jesus é estar resolvido a ir, como Ele, até o fim da travessia. Haverá sempre uma cruz na estrada de quem quiser ser cristão, ainda que a nossa natureza humana proteste contra isto. Sempre gritará em nós o desejo mais profundo e legítimo de nos preservar para evitarmos o único caminho verdadeiro do cristianismo: a dádiva de si mesmo e a própria abnegação. Jesus era radical ao afirmar que alguém que valorizasse as posses mais que as pessoas não seria seu discípulo. Vivemos em um mundo hostil a toda e qualquer gratuidade. O nosso sucesso pessoal é medido pela nossa capacidade de produzir dinheiro e mais dinheiro para “agregar valor”. Em um mundo de esperteza e injustiça, quem sobrevive é o esperto e o injusto capaz das pequenas dissimulações que resultam em grandes corrupções. O Evangelho nos fala de desapego, mas o desapego evangélico é mais do que o desapego material. É o desapego do orgulho, do absurdo da competição, do descontrole da inveja e dos desvarios de interesses escusos e perversos, é o desapego de tudo o que nos impede de chegar ao íntimo do nosso ser e do que dá sentido e razão de viver: amar e ser amado. Paulo nos advertira: “Ainda que eu reparta todos os meus bens, se não tenho amor, de nada me serve”. (1Cor 13,3) E este amor fez com que Jesus, Ele mesmo, levasse nas costas a sua cruz: O desapego evangélico não é um apelo para fugirmos do mundo, mas para que possamos assumir as nossas escolhas, transformando este mundo em que nos é dado viver. Só amadurecemos quando aceitamos que perder também faz parte do jogo e, somente desta maneira, descobrimos algo precioso: a nossa possibilidade de ganhar. Quem não sabe perder fica cego e consumido pelo ressentimento e pelo rancor. Mais do que nunca, devemos afirmar que para os cristãos, apesar das cruzes, o sabor da vida está na alegria, na ternura e na bondade de um gesto de amor.
Refletindo O Mês Da Bíblia
Desde o Vaticano II, a Bíblia ocupou um espaço privilegiado na família, nos grupos de reflexão, círculos bíblicos, na catequese e nas pequenas comunidades. A Igreja no Brasil desenvolveu toda uma prática de leitura e reflexão da Bíblia que muito contribui para o sustento da fé e da caminhada das pessoas. É uma forma muito rica de viver a missão da Igreja que é a de servir à Palavra. O mês da Bíblia surgiu há 39 anos por ocasião do 50° Aniversário da Arquidiocese de Belo Horizonte.
Desde então tem destacado a importância de leitura, do estudo e da contemplação das Sagradas Escrituras. Na verdade, o Mês da Bíblia contribui muito para o desenvolvimento da Pastoral Bíblica no âmbito paroquial e diocesano. Hoje, se percebe a necessidade da Animação Bíblica das Pastorais em vez da existência de apenas uma pastoral entre as demais dedicadas às Sagradas Escrituras. A Animação Bíblica vem a ser a forma mais adequada de acentuar a centralidade da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. Na linha do ecumenismo da Campanha da Fraternidade deste ano, o livro de Jonas reforça a ideia da universalidade do amor de Deus, que reconhece o valor de todos; no horizonte aberto pelo Ano Paulino, esse texto da Escritura nos faz refletir sobre a evangelização do mundo urbano. Assim, Jonas será uma grande contribuição para que o entusiasmo não esfrie e a Igreja possa continuar ampliando sua reflexão sobre a amplitude de sua missão. De fato, a escolha deste livro bíblico para o mês de setembro tem por objetivo tirar os católicos do comodismo e do julgamento preconceituoso e os encaminhar para a evangelização da cidade.
13. PROFISSÃO DE FÉ
Presidente - Iluminados e renovados pela Palavra de Deus, professemos a nossa fé. CREIO EM DEUS PAI...
14. PRECES DA COMUNIDADE
Presidente - Deus é fonte inesgotável de sabedoria. Elevemos a Ele os nossos pedidos na certeza de que seremos atendidos.
- Senhor, abençoai nossas comunidades para que sejam cada vez mais um lugar de perdão e vivência fraterna. Nós vos pedimos.
- Senhor, dai força e coragem a todas as pessoas, grupos e comunidades que vivenciam os valores do Evangelho e se consagram ao serviço do Reino, assumindo as exigências dessa entrega. Nós vos pedimos.
- Senhor, enviai operários para a vossa messe, pois ela é grande e poucos são os trabalhadores. Nós vos pedimos.
(preces espontâneas)
Presidente - Senhor, acolhei com bondade as nossas súplicas, pois esperamos confiantes vosso auxílio e proteção. Por Cristo, nosso Senhor. AMÉM.
15. APRESENTAÇÃO DOS DONS
Animador(a) - Ser discípulo de Jesus é partilhar em comunidade os gestos e ensinamentos do Mestre. É testemunhar nossa fé na família, no trabalho, na comunidade e na sociedade.
Animador(a) - Apresentemos ao Senhor nossa disposição, especialmente neste mês da Bíblia, em aprofundar o conhecimento da Palavra de Deus por meio dos Círculos Bíblicos e todas as outras oportunidades de formação que a Igreja nos oferece.
Apresentar o material dos Círculos Bíblicos enquanto se canta.
TOMA, SENHOR, NOSSA VIDA EM AÇÃO PARA MUDÁ-LA EM FRUTO E MISSÃO. TOMA, SENHOR, NOSSA VIDA EM AÇÃO PARA MUDÁ-LA EM MISSÃO.
16. CANTO DAS OFERENDAS
Onde houver Celebração da Palavra, omitir a 2ª estrofe.
1. Nesta mesa da irmandade a nossa comunidade se oferece a Ti, Senhor, nosso sonho e nossa luta nossa fé, nossa conduta, te entregamos com amor.
NOVO JEITO DE SERMOS IGREJA NÓS BUSCAMOS, SENHOR, NA TUA MESA. (bis)
2. Neste pão te oferecemos os mutirões que fazemos a partilha e a produção. Neste vinho a alegria que floresce cada dia dentro da nossa união.
3. Nesta Bíblia bem aberta encontramos a luz certa, para aqui te oferecer. Ela reúne o teu povo na busca do mundo novo onde os pobres vão viver.
17. PAI NOSSO
Presidente - Com amor e confiança, rezemos a oração que Jesus nos ensinou. PAI NOSSO...
18. ABRAÇO DA PAZ
Animador(a) - Iluminados pela sabedoria de Deus, saudemo-nos, desejando a paz de Cristo.
(canto à escolha)
19. CANTO DE COMUNHÃO (se houver)
1. Não pode faltar a palavra, não pode faltar-nos o pão, não pode faltar compromisso, a quem quer um mundo de irmãos.
TEU PÃO, Ó SENHOR, NOS SUSTENTA NA LUTA DE UM MUNDO MELHOR. O TEU EVANGELHO TRANSFORMA, TU ÉS NOSSO DEUS SALVADOR. (bis)
2. Passaste no mundo dos homens, fazendo a todos o bem. Teu jeito de amar os humildes, a todos ensinas também.
3. A Boa-Notícia do Reino aos pobres tu vens anunciar: É Deus que se põe ao seu lado, é Deus que nos vem libertar.
4. Contigo fazendo aliança, fazemos também comunhão. A causa que tu abraçaste anima a tomar posição.
5. Senhor, o teu povo reunido, comunga teu gesto de amor. Aprende a viver na partilha dos pobres se faz defensor.
20. ORAÇÃO
Presidente - Ó Deus, nesta celebração vosso povo se alimentou na mesa da vossa Palavra (e da Comunhão). Que este alimento nos faça ter forças para viver unidos a Jesus Cristo na terra e também no céu. Por Cristo, nosso Senhor. AMÉM.
21. NOTÍCIAS E AVISOS
- Este folheto não deve ser jogado em via pública e/ou no lixo. Recicle-o!
22. BÊNÇÃO
Presidente - O Senhor faça brilhar sobre vós e sobre o povo brasileiro a sua face amorosa e vos seja favorável. AMÉM.
- O Senhor volte para vós o seu rosto misericordioso e vos dê a paz e a concórdia. AMÉM.
- Abençoe-vos o Deus Criador, que providencia o sustento para todos, sem distinção: PAI E FILHO E ESPÍRITO SANTO. AMÉM.
- Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. GRAÇAS A DEUS.
23. CANTO FINAL
TODA BÍBLIA É COMUNICAÇÃO DE UM DEUS AMOR, DE UM DEUS IRMÃO. É FELIZ QUEM CRÊ NA REVELAÇÃO, QUEM TEM DEUS NO CORAÇÃO.
1. Jesus Cristo é a palavra, pura imagem de Deus Pai. Ele é vida e verdade, a suprema caridade.
2. Os profetas sempre mostram a vontade do Senhor, precisamos ser profetas, para o mundo ser melhor.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
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