Outubro Mês Missionário
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
IAM

A Obra da Infância e Adolescência Missionária foi fundada em 1843, na França, por dom Carlos Forbin Janson, bispo de Nancy. O bispo mantinha estreita ligação com os missionários na China e, através deles, conheceu as tristes condições nas quais se encontravam as crianças. Sensibilizado, dom Carlos convocou as crianças francesas para ajudar as crianças da China.
Embora tenha nascido para socorrer a triste situação das crianças chinesas, logo abriu seus horizontes para o mundo inteiro. O resgate, o batismo, o sustento e a educação das crianças dos povos que não conhecem Jesus Cristo foram, desde o início, os objetivos da Infância e Adolescência Missionária.
Hoje a Infância e Adolescência Missionária está presente em todos os continentes, em mais de 130 países.
Embora tenha nascido para socorrer a triste situação das crianças chinesas, logo abriu seus horizontes para o mundo inteiro. O resgate, o batismo, o sustento e a educação das crianças dos povos que não conhecem Jesus Cristo foram, desde o início, os objetivos da Infância e Adolescência Missionária.
Hoje a Infância e Adolescência Missionária está presente em todos os continentes, em mais de 130 países.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
O mês das missões no Ano Sacerdotal

Em 2009/2010 a Igreja comemora o Ano Sacerdotal, convocado por Bento XVI, a fim de que sacerdotes e todo o Povo de Deus saibamos valorizar mais esta santa vocação, presente de Deus para a Igreja e o mundo.
E neste mês de outubro, dedicado ás missões, gostaria de refletir um pouco sobre esta dimensão na vida do padre: a missionariedade.
Assim como a missionariedade é essencial na Igreja, assim também o deve ser na vida de todo sacerdote, seja ele diocesano ou religioso. Sim, também nós, padres diocesanos (como eu o sou, da Arquidiocese de Niterói-RJ), devemos ser missionários, mesmo que nunca saiamos de nossa diocese. Assim o dizem para nós a Optatam Totius e a Presbyterorum Ordinis, que recomendo a (re)leitura neste ano sacerdotal.
Em um belo artigo de Pe. José Lisboa Moreira de Oliveira, SDV, intitulado Faltam Padres ou falta espírito missionário? ele questiona se realmente faltam padres no Brasil e, baseado em dados colhidos no L’Osservatore Romano (edição em português, nº 29, 19/07/03, pp. 6-8), “em 2001 existiam 405.067 presbíteros em todo o mundo. Isso significa uma média de 1 (um) padre para cada 15.139 habitantes do planeta. Se considerarmos apenas o número de católicos, temos 1 (um) padre para cada 2.619 fiéis. Relacionando o número de padres com o número de bispos existentes, teríamos para cada bispo uma média de 87,10 presbíteros. Tendo presente o fato de que não mais de 10% dos católicos são praticantes, podemos concluir que existe 1 (um) padre para cada 261,9 católicos praticantes”. Fiquei impressionado com as cifras. Mais adiante, no seu artigo, ele cita São Gregório Magno, papa no séc. VI, que já se queixava que, embora faltassem padres, muitos não cumpriam seu dever sacerdotal. E o Pe. José Lisboa apresenta outros dados, mostrando que, em nosso Brasil, a maioria dos sacerdotes estão nas grandes cidades do Sul e Sudeste do Brasil, sobretudo nas regiões litorâneas enquanto que no interior imensas extensões territoriais estão sem padres. Daí o questionamento: faltam padres ou falta espírito missionário?
Que tristeza ver que muitos entram para o seminário pensando em gravar seu CD. Que estranho o bispo ter que consultar o padre para qual paróquia quer ir. Que lástima quando um sacerdote recém-ordenado é mandado para uma paróquia e a primeira coisa que pergunta ao antecessor é se carro tem ar condicionado (fato real!). Que dificuldade quando o bispo precisa de um padre nas periferias ou nas cidadezinhas do interior. Quase tem que chorar para convencer alguns padres a irem. Que é isto? Falta de espírito missionário. Diria te mais: falta de espírito sacerdotal (para não dizer falta de fé).
Por isto este mês missionário se reveste desta característica especial: que todos nós, padres ou não, rezemos (e muito) por nossos padres, para que o espírito sacerdotal-missionário preencha nosso coração, a fim de que, de fato, sejamos capazes de deixar tudo e seguir Jesus, onde quer que Ele nos mande através da Igreja, dentro ou fora de nossa diocese, para lugares abastados ou carentes. Lá nos espera Jesus, para que O apresentemos ao mundo.
Pe. Edson Assunção
Secretário Nacional da
Infância e Adolescência Missionária
E neste mês de outubro, dedicado ás missões, gostaria de refletir um pouco sobre esta dimensão na vida do padre: a missionariedade.
Assim como a missionariedade é essencial na Igreja, assim também o deve ser na vida de todo sacerdote, seja ele diocesano ou religioso. Sim, também nós, padres diocesanos (como eu o sou, da Arquidiocese de Niterói-RJ), devemos ser missionários, mesmo que nunca saiamos de nossa diocese. Assim o dizem para nós a Optatam Totius e a Presbyterorum Ordinis, que recomendo a (re)leitura neste ano sacerdotal.
Em um belo artigo de Pe. José Lisboa Moreira de Oliveira, SDV, intitulado Faltam Padres ou falta espírito missionário? ele questiona se realmente faltam padres no Brasil e, baseado em dados colhidos no L’Osservatore Romano (edição em português, nº 29, 19/07/03, pp. 6-8), “em 2001 existiam 405.067 presbíteros em todo o mundo. Isso significa uma média de 1 (um) padre para cada 15.139 habitantes do planeta. Se considerarmos apenas o número de católicos, temos 1 (um) padre para cada 2.619 fiéis. Relacionando o número de padres com o número de bispos existentes, teríamos para cada bispo uma média de 87,10 presbíteros. Tendo presente o fato de que não mais de 10% dos católicos são praticantes, podemos concluir que existe 1 (um) padre para cada 261,9 católicos praticantes”. Fiquei impressionado com as cifras. Mais adiante, no seu artigo, ele cita São Gregório Magno, papa no séc. VI, que já se queixava que, embora faltassem padres, muitos não cumpriam seu dever sacerdotal. E o Pe. José Lisboa apresenta outros dados, mostrando que, em nosso Brasil, a maioria dos sacerdotes estão nas grandes cidades do Sul e Sudeste do Brasil, sobretudo nas regiões litorâneas enquanto que no interior imensas extensões territoriais estão sem padres. Daí o questionamento: faltam padres ou falta espírito missionário?
Que tristeza ver que muitos entram para o seminário pensando em gravar seu CD. Que estranho o bispo ter que consultar o padre para qual paróquia quer ir. Que lástima quando um sacerdote recém-ordenado é mandado para uma paróquia e a primeira coisa que pergunta ao antecessor é se carro tem ar condicionado (fato real!). Que dificuldade quando o bispo precisa de um padre nas periferias ou nas cidadezinhas do interior. Quase tem que chorar para convencer alguns padres a irem. Que é isto? Falta de espírito missionário. Diria te mais: falta de espírito sacerdotal (para não dizer falta de fé).
Por isto este mês missionário se reveste desta característica especial: que todos nós, padres ou não, rezemos (e muito) por nossos padres, para que o espírito sacerdotal-missionário preencha nosso coração, a fim de que, de fato, sejamos capazes de deixar tudo e seguir Jesus, onde quer que Ele nos mande através da Igreja, dentro ou fora de nossa diocese, para lugares abastados ou carentes. Lá nos espera Jesus, para que O apresentemos ao mundo.
Pe. Edson Assunção
Secretário Nacional da
Infância e Adolescência Missionária
INTENÇÃO MISSIONÁRIA OUTUBRO
INTENÇÃO MISSIONÁRIA - “Para que todo o Povo de Deus, por quem foi confiado a Cristo o mandato de ir e pregar o Evangelho a cada criatura, assuma com empenho a sua própria responsabilidade missionária e considere-a como o mais elevado serviço que pode oferecer à humanidade”
- Comentário à Intenção Missionária indicada pelo Santo Padre para o mês de outubro de 2009
Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Jesus Cristo foi enviado pelo Pai para a salvação dos homens. “Deus, de fato, não mandou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas confia à Igreja o mandato de prolongar a sua missão no mundo. “Ide, pois, e fazei discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19). Nos anos seguintes ao Concílio Vaticano II, disseminaram-se algumas correntes teológicas que, mal interpretando os textos conciliares, tentavam pôr em dúvida a necessidade da missão Ad Gentes. Consideravam que pregar a fé a outros homens era um atentado à sua liberdade. O Concílio afirmou: “Nem a divina Providência nega a ajuda necessária para a salvação daqueles que ainda não chegaram ao claro entendimento e reconhecimento de Deus, mas se esforçam, não sem a graça divina, para levar uma vida reta” (LG, 16). Por que então pregar o Evangelho se eles já podem conseguir a salvação? Em sua Mensagem para o Dia Missionário Mundial 2009, que será celebrado no domingo, 18 de outubro, o Santo Padre Bento XVI recorda que a Igreja não prega o Evangelho por ânsia de poder ou domínio das pessoas: “Reafirmo com força muitas vezes o que foi dito pelos meus veneráveis Antecessores: a Igreja não age para ampliar o seu poder ou afirmar o seu domínio, mas para levar a todos o Cristo, salvação do mundo” (Mensagem para o Dia Missionário de 2009, introdução). Ao contrário: conhecer Cristo é encontrar a liberdade! Todos os homens têm direito de receber a Boa Notícia do amor de Deus e de alcançar a plenitude humana ao chegarem a ser filhos de Deus. A Igreja tem uma vocação de serviço, à imagem do seu Mestre, que “não veio para ser servido, mas para servir”. Assim, o Santo Padre afirma: “Nós não queremos mais do que nos colocar a serviço da humanidade, especialmente daquela que mais sofre e é marginalizada” (Mensagem para o Dia Missionário de 2009, introdução).A humanidade dos nossos tempos está vivenciando um desenvolvimento impensável no âmbito das ciências e da técnica, ao mesmo tempo, parece sofrer de um grave esquecimento dos valores mais profundos do homem. João Paulo II afirmava na encíclica “Redemptoris Missio”, que o homem contemporâneo perdeu o sentido das realidades principais e da sua própria existência (cfr RM, 2). Sendo assim, é parte essencial da missão da Igreja iluminar o caminho do homem apresentando Cristo, Luz de todos os povos. “A humanidade inteira, na verdade, tem a vocação radical de retornar à sua origem, que é Deus, no Qual somente encontrará o seu cumprimento final por meio da restauração de todas as coisas em Cristo” (Mensagem para o Dia Missionário de 2009, n.1). A Igreja recebeu esta missão e não pode não ser fiel a ela. Anunciar Cristo não é uma tarefa qualquer, é o centro da vida e da missão da Igreja. A missão universal deve converter-se e uma constante fundamental da vida da Igreja. Anunciar o Evangelho, recorda ainda o Santo Padre, deve ser para nós, como foi para o Apóstolo Paulo, um empenho improrrogável e primordial. A missão é tão essencial para a Igreja que os seus membros devem estar dispostos a dar testemunho de Cristo mesmo ao preço de sacrificar a própria vida. O sangue continua a ser o testemunho mais eloquente do amor por Deus e pelos homens. A Igreja deve enfrentar o mesmo destino do seu Mestre. “Recordai a palavra que eu vos disse: um servo não é maior do que seu patrão. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir” (Jo 15,20). A Igreja, portanto, segue o mesmo caminho e enfrenta o mesmo destino de Cristo, porque não age segundo uma lógica humana ou contando com as razões da força, mas seguindo o caminho da Cruz, e fazendo-se, em obediência filial ao Pai, testemunha e companhia de viagem desta humanidade. Neste mês de outubro, mês missionário, somos chamados a intensificar a oração para o Espírito Santo, alma da missão, para que aumente na Igreja inteira, em todo o povo de Deus, a paixão de anunciar o Evangelho a todos os homens. (Agência Fides 30/9/2009)
- Comentário à Intenção Missionária indicada pelo Santo Padre para o mês de outubro de 2009
Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Jesus Cristo foi enviado pelo Pai para a salvação dos homens. “Deus, de fato, não mandou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas confia à Igreja o mandato de prolongar a sua missão no mundo. “Ide, pois, e fazei discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19). Nos anos seguintes ao Concílio Vaticano II, disseminaram-se algumas correntes teológicas que, mal interpretando os textos conciliares, tentavam pôr em dúvida a necessidade da missão Ad Gentes. Consideravam que pregar a fé a outros homens era um atentado à sua liberdade. O Concílio afirmou: “Nem a divina Providência nega a ajuda necessária para a salvação daqueles que ainda não chegaram ao claro entendimento e reconhecimento de Deus, mas se esforçam, não sem a graça divina, para levar uma vida reta” (LG, 16). Por que então pregar o Evangelho se eles já podem conseguir a salvação? Em sua Mensagem para o Dia Missionário Mundial 2009, que será celebrado no domingo, 18 de outubro, o Santo Padre Bento XVI recorda que a Igreja não prega o Evangelho por ânsia de poder ou domínio das pessoas: “Reafirmo com força muitas vezes o que foi dito pelos meus veneráveis Antecessores: a Igreja não age para ampliar o seu poder ou afirmar o seu domínio, mas para levar a todos o Cristo, salvação do mundo” (Mensagem para o Dia Missionário de 2009, introdução). Ao contrário: conhecer Cristo é encontrar a liberdade! Todos os homens têm direito de receber a Boa Notícia do amor de Deus e de alcançar a plenitude humana ao chegarem a ser filhos de Deus. A Igreja tem uma vocação de serviço, à imagem do seu Mestre, que “não veio para ser servido, mas para servir”. Assim, o Santo Padre afirma: “Nós não queremos mais do que nos colocar a serviço da humanidade, especialmente daquela que mais sofre e é marginalizada” (Mensagem para o Dia Missionário de 2009, introdução).A humanidade dos nossos tempos está vivenciando um desenvolvimento impensável no âmbito das ciências e da técnica, ao mesmo tempo, parece sofrer de um grave esquecimento dos valores mais profundos do homem. João Paulo II afirmava na encíclica “Redemptoris Missio”, que o homem contemporâneo perdeu o sentido das realidades principais e da sua própria existência (cfr RM, 2). Sendo assim, é parte essencial da missão da Igreja iluminar o caminho do homem apresentando Cristo, Luz de todos os povos. “A humanidade inteira, na verdade, tem a vocação radical de retornar à sua origem, que é Deus, no Qual somente encontrará o seu cumprimento final por meio da restauração de todas as coisas em Cristo” (Mensagem para o Dia Missionário de 2009, n.1). A Igreja recebeu esta missão e não pode não ser fiel a ela. Anunciar Cristo não é uma tarefa qualquer, é o centro da vida e da missão da Igreja. A missão universal deve converter-se e uma constante fundamental da vida da Igreja. Anunciar o Evangelho, recorda ainda o Santo Padre, deve ser para nós, como foi para o Apóstolo Paulo, um empenho improrrogável e primordial. A missão é tão essencial para a Igreja que os seus membros devem estar dispostos a dar testemunho de Cristo mesmo ao preço de sacrificar a própria vida. O sangue continua a ser o testemunho mais eloquente do amor por Deus e pelos homens. A Igreja deve enfrentar o mesmo destino do seu Mestre. “Recordai a palavra que eu vos disse: um servo não é maior do que seu patrão. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir” (Jo 15,20). A Igreja, portanto, segue o mesmo caminho e enfrenta o mesmo destino de Cristo, porque não age segundo uma lógica humana ou contando com as razões da força, mas seguindo o caminho da Cruz, e fazendo-se, em obediência filial ao Pai, testemunha e companhia de viagem desta humanidade. Neste mês de outubro, mês missionário, somos chamados a intensificar a oração para o Espírito Santo, alma da missão, para que aumente na Igreja inteira, em todo o povo de Deus, a paixão de anunciar o Evangelho a todos os homens. (Agência Fides 30/9/2009)
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