Ao longo da estrada de
nossa vida,
nos deparamos com
muitas encruzilhadas,
em que devemos fazer
uma ESCOLHA:
Devemos tomar uma
estrada e deixar a outra…
Como é
importante, nesses momentos, o testemunho seguro
de alguém que
sabe o que quer!
Li numa revista a
afirmação de uma artista de TV:
"Eu sou
católica, batizei minha filha na Igreja, mas quando ela
crescer,
ela irá
escolher a sua religião". O que você pensa a
respeito?
Será que essa
mãe deixará a filha crescer, para ver se ela quer comer
e estudar?
As leituras nos dão
dois testemunhos muito significativos: Josué e Pedro.
A 1a
Leitura narra a ESCOLHA
de Israel: Javé ou os ídolos. (Js
24,1-2.15-18)
Após a longa
peregrinação através do deserto e a posse da
Terra Prometida,
Josué convoca o
Povo e o põe diante de uma ESCOLHA fundamental:
"ESCOLHEI
a quem quereis servir: os deuses do lugar,
ou o Deus que nos
libertou do Egito e fez uma Aliança conosco?
Eu, porém,
e a minha família vamos servir ao Senhor".
Diante do testemunho
forte de Josué, o povo não se deixou levar
pela tentação
de uma religião mais fácil dos cananeus,
pelo contrário
decidiu continuar fiel ao Deus de seus pais.
Na 2ª
Leitura, Paulo fala do amor conjugal, como sinal do amor
de Cristo
à sua Igreja. Os
esposos devem escolher: Amor ou egoísmo. (Ef
5,21-32)
Como Cristo e a Igreja
formam um só corpo, assim marido e esposa, comprometidos numa
comunidade de amor, formam um só corpo.
O casal cristão deve ser sinal e reflexo da união
de Cristo com a sua Igreja.
O Evangelho
narra a ESCOLHA de Pedro. (Jo
6,60-69)
O texto é a
conclusão do discurso do "Pão da vida",
que provoca uma
profunda crise entre os discípulos…
Diante de Jesus e de
suas palavras, são levados a fazer uma ESCOLHA...
- Cristo havia feito o
milagre da multiplicação dos pães…
- O Povo entusiasmado
quer proclamá-lo rei…
- Cristo pede um gesto
de fé: crer ou não nele... aceitar ou não a sua
proposta...
Buscar apenas o pão
material ou acolher o Dom do Pão da vida...
Como alimentara o
povo com o pão material… assim também daria
um outro pão
que seria o próprio corpo (a Eucaristia).
- E o povo se
escandaliza… não aceita… até os discípulos
murmuram:
"Essas
palavras são duras demais, é difícil de
engolir..."
Muitos se retiram e o
abandonam…
- Jesus não muda
a linguagem, exige fé.
A fé pode ser
aceita ou recusada, mas não "negociada"...
Sem a fé, não
entenderiam aquelas palavras e aqueles sinais…
Por isso, questiona
os doze: "Vocês também querem ir embora?"
- Diante desse desafio,
aparece o belo testemunho de Pedro:
"A quem
iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna."
A atitude forte de
Pedro dissipa as dúvidas dos demais apóstolos,
e todos permanecem
fiéis junto ao seu Mestre.
+ A
nossa escolha.
- Todos os dias somos
desafiados a construir a nossa vida
nos valores do poder,
do êxito, da ambição, dos bens materiais, da
moda...
- E todos os dias somos
convidados por Jesus a construir a nossa existência
sobre os valores do
amor, do serviço, da partilha com os irmãos,
da simplicidade, da
coerência com os valores do Evangelho...
Há momentos em
que devemos fazer também a nossa ESCOLHA...
CRISTÃO é
quem escolhe Cristo e o segue...
Para isso, deve ser
educado no pensamento de Cristo,
ver a história
como ele, julgar a vida como ele,
escolher e amar como
ele, esperar como ele ensina,
viver nele a comunhão
com o Pai e o Espírito Santo.
+ HOJE vemos
muitos católicos deixando a religião e ficamos
preocupados...
A falha é de
quem? Da Igreja que batiza? Dos pais que não vivem a vida
cristã?
Da comunidade que não
evangeliza ou não testemunha sua fé?
* Você teria a
mesma convicção firme de Josué... :
"Nem que
todos te abandonem, eu e minha família, não..."
Ou a mesma firmeza
de Pedro?
"A quem
iremos, Senhor, só tu tens palavras de vida eterna"!
+ Que tipo de
cristão você pretende ser? Que
tipo de religião pretende seguir?
- Uma religião
REVELADA por Deus, que você acolhe generosamente...
- ou uma religião
CRIADA pelos homens,
porque atende
melhor a seus interesses pessoais?
No Evangelho de hoje,
Jesus não parece estar tão preocupado
com o número de
discípulos que continuarão a segui-lo.
Prefere perder os
discípulos a renunciar à Missão que recebeu do
Pai.
O Reino de Deus não
é um concurso de popularidade...
Muitos pensam que,
"suavizando" as exigências do Evangelho,
seriam mais facilmente
aceitas pelos homens do nosso tempo...
O que deve nos
preocupar não é tanto o número de pessoas que
vão à igreja;
mas o grau de
autenticidade com que vivemos e testemunhamos no mundo
a proposta de Jesus.
E nós... a quem
iremos? Se ainda estivermos indecisos em nossa escolha, recordemos as
palavras de Pedro:
"Senhor, a quem iremos, só tu tens palavras de vida eterna…"
Pe.
Antônio Geraldo Dalla Costa - 26.08.2012
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